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sexta-feira, 27 de julho de 2012

3

Séries que não deveriam ter continuado

Algumas séries poderiam ser consideradas verdadeiras obras de arte, não fossem suas continuações pífias e desprovidas de qualquer ambição, que não o lucro. Na certa você, que está lendo isto, se lembrou de algum exemplo.

Hoje quero falar de algumas séries bem populares, cujas continuações foram, para mim, verdadeiras decepções:

Smallville
Desde o início, algo não cheirava bem nesta "adaptação" dos dias de juventude do Superman. Perguntas "irrelevantes" surgiam, tais como:

- Lex Luthor amigo de Clark Kent?
- Um Superman que não sabe voar? Que história é essa?!?

Mas, ao assistir o seriado, acabei gostando. O personagem de Lex Luthor é bem arquitetado. Sua luta constante contra o seu "lado mau", muito bem representado por John Glover na figura de seu pai, Lionel, para mim, é o ponto forte da trama.
Mas, mesmo com vários pontos positivos, Smallville cai em desgraça nas temporadas seguintes. Posso dizer que a série mantém o alto nível até a 3ª temporada, depois disso entra em queda livre, culminando na total decadência que é o fim da 8ª (!!) temporada. Não contentes, os produtores ainda arrastam a série até o décimo ano!
Confesso que não aguentei mais assistir após o péssimo fim da 8ª temporada. Aquele Apocalypse foi, como dizem, "o ó do borogodó".
Smallville, para mim, não deveria ter tido mais que 5 temporadas. Era tempo suficiente para contar a história da juventude do Superman.

Heroes
Falei um pouco sobre Heroes neste post. A primeira temporada desta série é algo de fenomenal. Todo o suspense em torno do vilão Sylar, o descobrimento dos incríveis poderes de cada personagem. Uma mistura muito boa de drama, suspense e ação. Heroes começa bem, mas conforme a temporada se aproxima do final, fica impossível parar de assistir. 
Ao ver o fim do 23º episódio eu tive aquela sensação de "Ufa! Uau!!". Mas é aí que a coisa começa a caminhar para o fim.
Nas temporadas seguintes, Heroes simplesmente se perde no caminho. Na ânsia de tornar a história ainda mais complexa, novos personagens inexplicáveis começam pipocar aos montes, sem qualquer critério. Reviravoltas bombásticas sem nenhum sentido para mostrar que nada do que imaginávamos no começo não era real.
Na verdade, o que não era real mesmo era a qualidade da série. Frustrante.
A série foi cancelada no seu 4º ano sem deixar saudades, mas poderia seguramente ter encerrado a carreira no fim da 1ª temporada. Teria deixado uma legião de fãs arodorosos implorando uma continuação, que neste caso já sabemos, era melhor ter ficado só na expectativa.

Two and a half men
Muito simples: NÃO existe Two and a half men sem o Charlie Sheen. Ashton Kutcher é esforçado e até engraçado por muitas vezes, mas simplesmente não é a mesma coisa.
Houve um boato dias atrás que dizia que o Charlie tinha voltado à ativa, mas infelizmente não passava de notícia falsa.

Enquanto isso, fica o apelo desesperado de um fã: desistam, por favor!











Há também diversos filmes que perderam uma grande chance de ficarem quietos: Matrix, Efeito Borboleta, Fúria de Titãs, Transformers (ok, esses dois últimos não deveriam ter tido nem o primeiro).

E você, caro leitor, lembra de alguma série ou filme nessas características? Poste aí nos comentários!

See ya!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

5

Heroes



HEROES

Inicio: 2006
Fim: 2010 (4 temporadas)
Diretor: Greg Beeman, Allan Arkush e outros
Elenco principal: Jack Coleman, Hayden Panettiere, Milo Ventimiglia, Masi Oka, Sendhil Ramamurthy, James Kyson e outros
Pessoas em várias partes do mundo descobrem que possuem habilidades fantásticas, poderes que os diferenciam do restante da humanidade. Um geneticista passa a pesquisar a existência desses seres especiais e tenta reuní-los com o propósito de enfrentar uma grande ameaça à Terra.
Não, não é dos X-men que estamos falando! Esta é a premissa de Heroes, embora também se encaixe perfeitamente no grupo de mutantes da Marvel - e as coincidências não param por aí, mas isto será tratado mais abaixo. Junte a tudo isso um mistério bem ao estilo Lost e temos uma série instigante, viciante, daquelas que nos fazem dizer várias vezes “juro que vou assistir só mais um episódio, depois eu paro!”.
Os personagens
Claire Bennet: Adolescente, líder de torcida, adotada. Claire faz sua estréia na série em um vídeo caseiro, no qual aparece saltando de uma altura de 15 metros, sofrendo várias fraturas ao se chocar com o chão. Mais chocante ainda é quando logo em seguida a garota milagrosamente se recupera de todos os ferimentos e sai intacta. A descoberta de seu poder de regeneração celular (fator de cura) a faz querer conhecer seus pais biológicos, coisa que seu outro pai, o adotivo, parece fazer questão de impedir que aconteça.

Matt Parkman: Matt é um policial frustrado por seus seguidos fracassos no objetivo de se tornar detetive. No meio de uma operação para cobrir um assassinato em uma casa de família, Matt começa a ouvir vozes em sua mente, sem saber sua origem. Ao vasculhar a casa, o novo “Hero” descobre uma garota escondida no closet. Embora os lábios da menina não se movam, Matt consegue ouvi-la, descobrindo assim seus poderes telepáticos.

Niki Sanders: Esposa de presidiário, mãe de um garoto simpático (e mais esperto do que ela pensa). Niki passa por dificuldades financeiras desde que seu marido foi preso, o que a faz se envolver com agiotas. As coisas pioram ainda mais quando dois mercenários são enviados para cobrar a dívida. Pressionada pelos capangas, ela está pronta para fugir da cidade quando seus problemas são misteriosamente resolvidos: Niki encontra os corpos de seus cobradores espalhados pela garagem coberta por sangue. A loura, a princípio, imagina tratar-se de um ato de seu marido, mas descobre mais tarde o verdadeiro culpado: ela mesma, ou melhor, seu alter-ego Jessica Sanders.

Hiro Nakamura: este é sem dúvida o “Hero” mais carismático da série. Japonês, nerd, fã de quadrinhos e computadores, Hiro, apesar de feliz com sua vida, sonha em ser parte de algo maior. Eis que, quando menos se espera, o rapaz descobre seu impressionante poder: manipular o espaço-tempo. Em outras palavras, Hiro pode se teleportar para qualquer lugar ou época que quiser. Não obstante, Hiro também descobre-se capaz “parar” o tempo e adequá-lo ao seu bem entender. Apesar de seu ar de inocência, esse simpático herói será peça extremamente importante na trama, vivendo as mais engraçadas situações ao lado de seu fiel escudeiro Ando Masahashi.

Peter e Nathan Petrelli: Enfermeiro de Charles Deveaux, um milionário em estado terminal - e apaixonado pela filha de seu paciente, Peter é um jovem sonhador, no sentido literal da palavra: ele sonha que pode voar. Pior, ele acredita que realmente tem o poder de voar. Peter está tão certo de seu suposto poder que chega ao extremo de subir ao topo de um prédio, chamando a atenção de seu irmão mais velho, o futuro congressista Nathan Petrelli, ao local de onde saltará para provar a todos sua convicção. E ele realmente salta, é então que Nathan voa ao seu encontro para salvá-lo. Sim, na verdade é Nathan quem voa, e não Peter. Embora tenha sobrevivido à queda graças ao seu irmão, Peter é hospitalizado, e ali Nathan revela que ambos voaram naquele momento. Mas porque ele só conseguiu tal proeza enquanto esteve perto de seu irmão? A verdade é que o poder de Peter é outro: ele é capaz de absorver e reproduzir as habilidades especiais de qualquer pessoa enquanto estiver em contato com a mesma. Este personagem em especial tem um início nada promissor (bastante monótono, eu diria), mas as revelações no decorrer da série e a forma como aprende a manipular seu poder nos mostram que Peter é o personagem mais impressionante da trama.

Sylaro grande vilão (mas não o único). No início da série, este personagem é cercado de muito mistério sobre sua origem e seu verdadeiro propósito. Sabe-se que é um assassino em série que tem um costume peculiar: abrir o crânio de suas vítimas, deixando seus cérebros expostos. Mas o que ele quer com isso? Seria apenas um fetiche doentio? Oras, é claro que não revelarei toda a história assim. Se você teve a paciência de ler até aqui, espero que também tenha para assistir a essa série fantástica, cuja primeira temporada está entre as mais empolgantes que já tive o prazer de acompanhar. Fica a dica ;)
Há também muitos outros personagens que mereceriam destaque, mas, para não alongar demais este “pequeno texto introdutório”, vou deixar que você mesmo descubra-os assistindo a série.
A trama é bem montada, o mistério que envolve a primeira temporada começa a tomar forma (e vai ficando cada vez mais emocionante) a partir da segunda metade, já que na primeira, tratamos mais da apresentação dos personagens e do desenvolvimento dos mesmos, o que de maneira alguma tira o mérito destes episódios iniciais. O vilão Sylar é muito bem explorado e conduzido com maestria pelo talentoso Zachary Quinto (que também se saiu bem em outros trabalhos, como a versão jovem do lendário Spock de “Jornada nas Estrelas”). Há todo um clima de suspense em torno desse personagem que nos faz lembrar do clássico vilão de “Silêncio dos Inocentes”, Hannibal Lecter (com superpoderes, é claro).
Heroes não é uma série exatamente original. É uma junção de várias idéias já existentes por aí, mas numa combinação única que com certeza vale a pena assistir.
E, para finalizar, um breve comparativo dos personagens de Heroes com os dos quadrinhos:
Claire - Wolverine (X-men) (regeneração/cura)
Peter Petrelli - Vampira (X-men) (absorção dos poderes)
Hiro Nakamura - Dr Manhattan (Watchmen) (manipulação do espaço-tempo)
Matt Parkman Jean Grey Charles Xavier (X-men) (telepatia)
Nathan Petrelli - Míssil (X-men) (voar)
Niki Sanders / Jessica Sanders - Dr Jeckyl / Mr. Hyde (O médico e o monstro)
Isaac Mendez / Sina (X-men) (precognição)
Micah Sanders / Forge (X-Factor) (tecnopatia)

Outros personagens que surgem no decorrer dos episódios também têm muito em comum com vários outros existentes nos quadrinhos. Quem quiser, sinta-se à vontade para mencioná-los nos comentários.

E por enquanto é só. Espero que gostem e se divirtam com Heroes.

Hasta la vista, baby!
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